Quantos microinversores por ECU APsystems: B, R e C
Cada gateway da APsystems tem um teto de dispositivos que consegue enxergar — e escolher o modelo errado deixa parte da usina fora do monitoramento. Veja o número de cada um.

Resposta direta
Cada gateway tem um teto: a ECU-B enxerga até 16 MPPTs (canais), enquanto a ECU-R e a ECU-C monitoram até 100 microinversores cada, todas via ZigBee 2.4 GHz. Para uma usina pequena, a ECU-B resolve; ao passar da faixa dela — ou se você precisa de injeção zero e medição de consumo — sobe para a ECU-R (com medidor CHINT) ou a ECU-C (com TC e relés internos).
Toda usina com microinversor APsystems tem uma peça discreta que quase ninguém olha na hora da compra: a ECU, sigla para Energy Communication Unit, que é a central de comunicação que escuta cada microinversor e manda os dados pro app. Ela não gera um watt de energia — o trabalho dela é enxergar cada painel e transmitir isso em tempo real pra plataforma de monitoramento. E, como todo gateway (o ponto único por onde os dados passam antes de ir pra internet), ela tem um teto: existe um número máximo de dispositivos que ela consegue acompanhar.
A resposta direta, com as três fichas na mão: a ECU-B enxerga até 16 MPPTs (os canais de entrada de painel), enquanto a ECU-R e a ECU-C monitoram até 100 microinversores cada, todas conversando com os inversores por ZigBee 2.4 GHz — uma rede sem fio de curto alcance parecida com o Wi-Fi, mas feita pra muitos dispositivos pequenos. Para uma usina pequena, a ECU-B resolve. Ao passar da faixa dela — ou se você precisa de injeção zero e medição de consumo — sobe pra ECU-R (com medidor CHINT) ou pra ECU-C (com sensor de corrente e relés internos).
Esse é o cálculo de escala que raramente aparece publicado. Neste artigo mostramos o número de cada modelo, por que a ECU-B se mede em canais e as outras em número de micros, como diagnosticar um inversor que sumiu do painel, e quando faz sentido subir de gateway. Tudo saído do datasheet — sem número de memória.
A ECU é o gateway da usina — e todo gateway tem um teto
A ECU (Energy Communication Unit) funciona como o roteador da sua usina solar. Ela não produz energia e não interfere na geração: o papel dela é ouvir cada microinversor pela rede sem fio ZigBee 2.4 GHz e despejar esses dados em tempo real na plataforma EMA (Energy Monitoring and Analysis) — o portal web e app da APsystems onde você acompanha a produção painel a painel. A ligação da ECU com a internet é feita por Wi-Fi ou cabo de rede (Ethernet), dependendo do modelo. É esse caminho — micro → ZigBee → ECU → internet → EMA — que permite ver, do celular, qual módulo está gerando menos sem precisar subir no telhado.
Justamente por ser um gateway (o ponto único por onde tudo passa), a ECU tem um limite de quantos dispositivos consegue enxergar de uma vez. Não é um detalhe de marketing: é uma spec de datasheet, e ela muda conforme o modelo. A ECU-B trabalha na casa de 16 MPPTs (canais de entrada), enquanto ECU-R e ECU-C sobem pra 100 microinversores. Escolher o gateway certo é dimensionar essa caixinha pelo tamanho real da usina.
O ponto sensível é que o sistema pode continuar gerando normalmente mesmo com um gateway subdimensionado — a energia sai, os inversores funcionam. O que você perde é a visão. Os microinversores que estouram o teto (ou que ficam fora do alcance do sinal) simplesmente não aparecem no painel: aquela parcela da usina fica invisível pro monitoramento. Por isso a conta de escala importa antes da compra, não depois.
O número de cada modelo: ECU-B, ECU-R e ECU-C
Aqui está o coração da resposta, direto do datasheet de cada unidade. A tabela abaixo é o que você precisa pra dimensionar:
| Modelo | Capacidade de monitoramento | Como o limite é medido |
|---|---|---|
| **ECU-B** | **16 MPPTs (canais)** | por canal de entrada de painel |
| **ECU-R** | **100 microinversores** | por número de micros |
| **ECU-C** | **100 microinversores** | por número de micros |
Repare no detalhe que engana muita gente: a ECU-B não é medida no mesmo formato das outras. As linhas R e C trazem no datasheet o campo 'Maximum Communicating Inverter: 100' — ou seja, contam microinversores. A ECU-B, por ser o gateway das usinas menores, tem a capacidade expressa em MPPTs (canais de entrada), e a versão atual suporta 16 desses canais. Comparar '16' da ECU-B com '100' da ECU-R como se fossem a mesma unidade é errar a conta — são grandezas diferentes, e a próxima seção explica por quê.
Uma nota de honestidade técnica: a capacidade da ECU-B foi ampliada numa revisão recente do produto. Datasheets antigos traziam um número de canais menor, que não vale mais pra unidade que se vende hoje. Ao dimensionar, use sempre a spec da revisão vigente — 16 MPPTs — e não um número de folha desatualizada.
MPPT x microinversor: por que a conta muda conforme o modelo
MPPT é a sigla de rastreador de máxima potência — na prática, cada 'entrada' independente do microinversor onde você pluga um painel (ou um par de painéis). É o circuito que extrai o máximo de cada módulo separadamente, então sombra num painel não derruba os outros. Cada microinversor tem um certo número desses canais. É essa unidade — o canal, o MPPT — que a ECU-B usa pra contar sua capacidade: 16 canais.
As ECU-R e ECU-C, por outro lado, contam de forma diferente: o teto delas é '100 microinversores', o dispositivo inteiro, independentemente de quantos canais cada um tenha. Por isso não dá pra dizer, de forma cravada e universal, 'a ECU-B suporta X microinversores': depende de quantos canais o modelo de micro que você usa tem. Um microinversor de dois canais ocupa dois dos 16 MPPTs da ECU-B; um de quatro canais ocupa quatro. A conta em micros só sai depois de você saber o modelo exato do inversor do seu projeto.
Como contar os canais da sua usina, então? Some os canais (MPPTs) de todos os microinversores do projeto. Se o total couber em 16, a ECU-B enxerga tudo. Se passar disso, você já está na faixa de ECU-R/ECU-C, que raciocinam por número de micros (até 100). Na dúvida sobre quantos canais tem o seu modelo de microinversor, confirme no datasheet dele antes de fechar o gateway — é o insumo que fecha a conta.
Onde as pessoas erram: pegam o '16' da ECU-B, o '100' da ECU-R e comparam como se fosse a mesma coisa, concluindo que a ECU-B é 'seis vezes menor'. Não é uma comparação válida — são réguas diferentes (canal x dispositivo). O jeito certo é traduzir a sua usina pra canais quando for ECU-B, e pra número de micros quando for ECU-R/C.

Micro sumiu do EMA: é limite da ECU, distância do ZigBee ou defeito?
Um microinversor que aparece offline no app assusta, mas nem sempre é defeito. Existem três causas bem diferentes, e a ordem certa de investigar evita abrir chamado de garantia à toa. A primeira é o teto do gateway: se a usina passou do limite da ECU (16 MPPTs na B, 100 micros na R/C), os dispositivos excedentes simplesmente não entram no painel. Aqui a conta é seca — some os canais/micros e veja se estourou. Se estourou, não é defeito de inversor: é gateway subdimensionado.
A segunda causa é alcance de sinal. A comunicação é por ZigBee 2.4 GHz, uma rede sem fio de curto alcance — distância grande, paredes, lajes e interferência atrapalham. A potência de saída de rádio (o quanto o sinal 'grita') é baixa, típica de rede de curto alcance: da ordem de 9,5 dBm no ZigBee da ECU-R e 6,62 dBm na ECU-C — valores modestos por design. A ECU-R e a ECU-C usam antena externa com conector SMA (o padrão de rosca da antena), o que ajuda a posicionar melhor o sinal. Um micro no limite físico da casa pode oscilar entre online e offline sem ter nada de errado com ele — é só o sinal chegando fraco.
Um passo a passo honesto de diagnóstico: (1) confira se o número de canais/micros da usina cabe no teto do seu modelo de ECU — se não cabe, o problema é o gateway; (2) se cabe, olhe a posição da ECU e da antena em relação aos micros que somem: são os mais distantes ou atrás de mais obstáculos? Aproximar a ECU, reorientar a antena ou reduzir barreiras costuma trazer o micro de volta; (3) se o dispositivo está dentro do teto e com bom sinal (vizinhos próximos aparecem normalmente) e ainda assim some, aí sim é hora de investigar defeito.
Só depois de descartar teto e alcance é que faz sentido tratar como falha de hardware e acionar a assistência. Concluir 'defeito' antes disso é o erro clássico — troca-se um equipamento são porque, na verdade, faltava sinal ou sobrava micro pro gateway.
Além do número: injeção zero, medição e RGM (o que só R e C fazem)
Passado o critério de escala, a escolha da ECU também é sobre função — e é aqui que as linhas R e C brilham com prova de datasheet. A ECU-R, quando trabalha com o medidor CHINT (ligado por RS485, o barramento de comunicação com o medidor), habilita três recursos que a ECU-B não tem: Export Power Control (controle de exportação, que limita quanta energia a usina devolve à rede), monitoramento de consumo (você vê o que a casa gasta, não só o que os painéis geram) e função RGM — Revenue Grade Meter, ou seja, medição com precisão de faturamento, o nível de exatidão que a concessionária aceitaria como oficial. Para quem precisa comprovar números ou controlar exportação, isso é diferença de projeto, não enfeite.
A ECU-C sobe mais um degrau trazendo a medição pra dentro do próprio equipamento. Ela usa TCs integrados (o TC é o sensor tipo 'grampo' que abraça o cabo e mede a corrente que entra e sai da casa) com precisão de ±0,5% na produção FV e ±2,5% no consumo — números do datasheet. Além disso tem driver de relé (para comandar um contator ou relé externo, tipo ligar um aquecedor quando sobra energia), entrada digital para controle externo, portas RS232/RS485/RJ45 e suporte tanto a rede monofásica quanto trifásica. É o gateway mais completo da linha em recursos de medição e automação.
É com essa base que a ECU-C faz injeção zero e limitação de exportação de verdade: ela mede o ponto de conexão em tempo real, de forma contínua, pelos próprios TCs, aplicando um valor único e fixo em kW (o padrão é 0, ou seja, não injeta nada na rede). Vale registrar com precisão para não gerar expectativa errada: esse teto é um número só, aplicado o tempo todo — a ECU-C não agenda a exportação por horário nem trabalha com tetos diferentes por faixa horária. Quando o cliente precisa variar o limite ao longo do dia (por exemplo, uma exigência de faixa horária da distribuidora), o efeito vem de bateria com programação por horário (Time-of-Use do APstorage) ou de automação externa comandando a ECU — não da função de exportação do PV sozinha. Se você quiser entender o que a ANEEL permite entre injeção zero e janela horária, esse é um tema à parte.
E a ECU-B, faz injeção zero? Não — e tudo bem. A ECU-B é, por projeto, um gateway de monitoramento: enxerga a usina e manda pro EMA, ponto. Ela não faz medição de consumo nem controle de exportação, porque não é essa a função dela. Pra usina pequena que só quer acompanhar a geração painel a painel no app, é exatamente a peça certa: cumpre o papel dela com folga, sem você pagar por recursos que não vai usar.

Qual ECU escolher e quando subir de modelo
O critério de escolha junta dois eixos: tamanho (quantos canais/micros) e função (só monitorar, ou também medir e limitar exportação). Traduzindo em decisão prática — usina pequena que só precisa de monitoramento painel a painel: ECU-B (16 MPPTs). Usina que cresce, passa da faixa da B, ou precisa de medição de consumo e injeção zero: ECU-R (100 micros + medidor CHINT). Projeto que exige controle de exportação robusto, sensor de corrente integrado, relés ou rede trifásica: ECU-C (100 micros + TC + relés + mono/trifásico).
Vale reforçar: mesmo numa usina pequena, se você já sabe que vai precisar medir consumo ou fazer injeção zero, pule direto pra ECU-R ou ECU-C. Comprar a ECU-B por ser mais simples e descobrir depois que precisava de controle de exportação significa trocar de equipamento. Dimensione pela função que o projeto vai exigir, não só pelo número de módulos de hoje.
'Cheguei no teto — o que faço?' Se a usina cresceu e estourou o limite do gateway (canais na B, 100 micros na R/C), o caminho é subir de modelo: trocar por uma ECU de maior capacidade que comporte todos os canais/micros do projeto ampliado. O passo obrigatório antes de comprar é refazer a conta de canais/micros da usina ampliada e confirmar o número com o seu projetista — é ele quem fecha qual unidade cobre 100% da instalação depois do crescimento.
Para sistema pequeno de poucos módulos, a ECU-B costuma ser o encaixe natural e econômico: cobre a usina, entrega o monitoramento granular no app e não cobra por recursos avançados. Só saia dela quando o número de canais crescer além de 16 ou quando a função (medição/exportação) exigir. Se estiver comparando modelos de microinversor por rede e por painel para casar com a ECU, vale olhar o panorama de mercado atualizado antes de fechar.
Resumo: o gateway certo é o que enxerga 100% da sua usina
No fim, a conta de escala é simples de guardar: a ECU-B raciocina em 16 MPPTs (canais), a ECU-R e a ECU-C em 100 microinversores cada. Mas o número sozinho não decide — dimensione o gateway pela quantidade de canais/micros E pela função que o projeto pede: monitorar (qualquer uma), medir consumo e limitar exportação com precisão de faturamento (ECU-R com CHINT), ou medição embarcada por TC com relés e trifásico (ECU-C).
O objetivo é um só: que o gateway enxergue 100% da sua usina. Um micro fora do painel — seja por teto estourado, seja por sinal fraco — é um módulo que você deixa de acompanhar. Escolhida certa, a ECU entrega exatamente o que faz o microinversor valer a pena: a visão painel a painel, em tempo real, de tudo que está gerando no seu telhado.
Conclusão
A ECU não gera energia, mas é ela que transforma um telhado cheio de painéis numa usina que você consegue acompanhar de verdade, módulo a módulo, pelo celular. Por isso o gateway certo é o que enxerga 100% da instalação: dimensione pelos 16 MPPTs da ECU-B ou pelos 100 microinversores da ECU-R/ECU-C, e some a isso a função que o projeto exige — monitorar, medir ou limitar exportação.
Escolhida com essa conta na mão, cada uma dessas ECUs entrega exatamente o que promete no datasheet: a ECU-B, o monitoramento granular enxuto pra usina pequena; a ECU-R, a medição com precisão de faturamento e o controle de exportação via CHINT; a ECU-C, a medição embarcada por TC (±0,5% na produção), relés e trifásico. São peças sólidas, cada uma no seu lugar — e é por isso que vale acertar o modelo desde a compra.
Perguntas frequentes
Quantos microinversores a ECU-R consegue monitorar?+
Até 100 microinversores, comunicando por ZigBee 2.4 GHz — é o que diz o datasheet ('Maximum Communicating Inverter: 100'). A ECU-C tem o mesmo teto de 100 micros. Já a ECU-B trabalha em outra unidade: 16 MPPTs (canais de entrada), não em número de micros.
Qual a diferença prática entre ECU-B, ECU-R e ECU-C na hora de escolher?+
A ECU-B é o gateway de monitoramento pra usina pequena: 16 MPPTs, só envia dados pro app (EMA), sem medição nem controle de exportação. A ECU-R sobe pra 100 micros e, com o medidor CHINT, habilita injeção zero/controle de exportação, monitoramento de consumo e medição com precisão de faturamento (RGM). A ECU-C também vai a 100 micros e traz medição por sensor de corrente (TC) integrada, relés, entrada digital e suporte mono/trifásico. Escolha por tamanho E por função.
Minha usina cresceu e adicionei painéis — preciso trocar de ECU?+
Se você estourou o teto do gateway (canais/MPPTs na ECU-B, ou 100 micros na R/C), o caminho é subir pra um modelo de maior capacidade, que comporte todos os canais/micros da usina ampliada. Antes de comprar, refaça a conta de canais/micros e confirme com o seu projetista qual unidade cobre 100% da instalação depois do crescimento.
A ECU serve pra sistema pequeno de poucos módulos? Qual modelo faz sentido?+
Serve, e a ECU-B (16 MPPTs) costuma ser o encaixe natural pra usina pequena que só quer monitoramento painel a painel no app. Se, mesmo pequena, a usina já precisar de medição de consumo ou injeção zero, vá direto de ECU-R (com CHINT) ou ECU-C (com TC integrado).
Alguns microinversores aparecem offline no EMA — é limite da ECU, distância do sinal ou defeito?+
Investigue nesta ordem: (1) teto do gateway — some os canais/micros da usina e veja se passou do limite do seu modelo; se passou, é gateway subdimensionado, não defeito. (2) alcance do ZigBee 2.4 GHz — é rede de curto alcance (potência de rádio baixa: ~9,5 dBm no ZigBee da R e ~6,62 dBm na C); distância e obstáculos derrubam o sinal, então reposicionar a ECU/antena costuma resolver. (3) só depois de descartar teto e sinal, com os vizinhos próximos aparecendo normal, trate como possível defeito e acione a garantia.
Só a ECU-R e a ECU-C fazem injeção zero e medem consumo? A ECU-B também consegue?+
A ECU-B não faz — ela é gateway de monitoramento e não tem medição nem controle de exportação. Injeção zero e medição de consumo exigem ECU-R (com o medidor CHINT) ou ECU-C (que já traz o sensor de corrente/TC integrado, com produção a ±0,5% e consumo a ±2,5%). Vale notar: a ECU-C faz injeção zero de forma contínua em tempo real, com um teto único fixo em kW (padrão 0) — ela não agenda exportação por horário.



